Rubi — variedade vermelha do mineral coríndon

Gemas / Rubi

Rubi

Variedade vermelha do mineral Coríndon

Chamado pelos antigos hindus de "rei das pedras preciosas" (ratnaraj), o rubi é a variedade vermelha do coríndon. Sua cor incomparável, devida ao cromo, e sua dureza superior fazem dele uma das quatro gemas clássicas, ao lado de diamante, esmeralda e safira.

Ficha Mineralógica

Propriedades técnicas

Composição QuímicaAl₂O₃ — Óxido de alumínio
Sistema CristalinoTrigonal
Dureza Mohs9,0
Densidade3,97 a 4,05 g/cm³
Índice de Refração1,762 — 1,770 (+0,009, -0,005)
Birrefringência0,008 a 0,010
CorVermelho — do rosa intenso ao "sangue de pombo"
Elemento CromóforoCromo (Cr³⁺)
FluorescênciaVermelha intensa sob UV

História e Origem

O rubi é uma das primeiras gemas mencionadas na história escrita da humanidade. No Antigo Testamento, é citado como uma das gemas mais valiosas. Guerreiros birmaneses cravavam rubis sob a pele, acreditando que se tornariam invencíveis em combate.

A origem mais célebre são os vales de Mogok, em Myanmar (antiga Birmânia), maior fonte dos lendários rubis "sangue de pombo" (pigeon's blood), vermelho-puro podendo ter uma sutil cor secundária roxa ou rosa. Outras origens importantes incluem Moçambique (Montepuez, atualmente líder em produção), Vietnã (Luc Yen), Sri Lanka, Madagascar e Tanzânia.

No Brasil, há ocorrências menores em Minas Gerais, mas sem produção comercial expressiva e normalmente sem qualidade gemológica.

Propriedades e Identificação

O rubi é uma variedade do mineral coríndon, o mesmo mineral da safira. O que o diferencia é o elemento cromóforo: enquanto a safira azul deve sua cor ao ferro e titânio, o rubi recebe sua cor exclusivamente do cromo trivalente (Cr³⁺), que substitui parcialmente o alumínio na estrutura cristalina.

O cromo também é responsável pela característica fluorescência vermelha do rubi sob luz ultravioleta, fenômeno que torna a gema ainda mais luminosa sob luz solar.

Rubis frequentemente apresentam inclusões de rutilo em forma de agulhas finas (chamadas de "seda"), que conferem um brilho macio e podem originar o fenômeno do asterismo em rubis-estrela lapidados em cabochão.

Com dureza Mohs 9, o rubi é extremamente resistente, ideal para joalheria de uso diário.

Lapidação e Tratamentos

As lapidações clássicas para rubi são oval, cushion, redonda e gota. Rubis com asterismo são lapidados em cabochão para evidenciar a estrela de seis raios.

O tratamento térmico é universal no mercado de rubis, usado para intensificar a cor e dissolver inclusões. É um procedimento estável e aceito mundialmente. Rubis "unheated" (não tratados) com origem certificada de Burma atingem valores estratosféricos em leilões.

Tratamentos como preenchimento com vidro de chumbo e difusão de berílio existem no mercado, mas devem sempre ser declarados pois desvalorizam enormemente a gema.

Curiosidades e Simbolismo

Em maio de 2015, o "Sunrise Ruby", rubi birmanês de 25,59 quilates (cts), foi vendido em leilão por US$ 30,3 milhões, estabelecendo o recorde mundial de preço por quilate para um rubi: aproximadamente US$ 1,18 milhão por ct. Esse valor supera, em proporção, o de qualquer diamante incolor.

Outros rubis lendários incluem o "De Long Star Ruby" (100,32 cts, com asterismo) e o "Rosser Reeves Ruby" (138,7 cts), ambos exibidos em grandes museus.

O rubi simboliza paixão, amor, vitalidade, poder e proteção. Em muitas culturas asiáticas, é considerado o portador da chama da vida.

Geografia Gemológica

Principais Localidades de Extração

1
Myanmar
2
Moçambique
3
Madagascar
4
Tanzânia
5
Sri Lanka
6
Vietnã

Em busca de um rubi?

Trabalho com rubis selecionados e certificados. Entre em contato para consultoria exclusiva.

Falar com o Gemólogo