Rubi
Variedade vermelha do mineral Coríndon
Chamado pelos antigos hindus de "rei das pedras preciosas" (ratnaraj), o rubi é a variedade vermelha do coríndon. Sua cor incomparável, devida ao cromo, e sua dureza superior fazem dele uma das quatro gemas clássicas, ao lado de diamante, esmeralda e safira.
Ficha Mineralógica
Propriedades técnicas
História e Origem
O rubi é uma das primeiras gemas mencionadas na história escrita da humanidade. No Antigo Testamento, é citado como uma das gemas mais valiosas. Guerreiros birmaneses cravavam rubis sob a pele, acreditando que se tornariam invencíveis em combate.
A origem mais célebre são os vales de Mogok, em Myanmar (antiga Birmânia), maior fonte dos lendários rubis "sangue de pombo" (pigeon's blood), vermelho-puro podendo ter uma sutil cor secundária roxa ou rosa. Outras origens importantes incluem Moçambique (Montepuez, atualmente líder em produção), Vietnã (Luc Yen), Sri Lanka, Madagascar e Tanzânia.
No Brasil, há ocorrências menores em Minas Gerais, mas sem produção comercial expressiva e normalmente sem qualidade gemológica.
Propriedades e Identificação
O rubi é uma variedade do mineral coríndon, o mesmo mineral da safira. O que o diferencia é o elemento cromóforo: enquanto a safira azul deve sua cor ao ferro e titânio, o rubi recebe sua cor exclusivamente do cromo trivalente (Cr³⁺), que substitui parcialmente o alumínio na estrutura cristalina.
O cromo também é responsável pela característica fluorescência vermelha do rubi sob luz ultravioleta, fenômeno que torna a gema ainda mais luminosa sob luz solar.
Rubis frequentemente apresentam inclusões de rutilo em forma de agulhas finas (chamadas de "seda"), que conferem um brilho macio e podem originar o fenômeno do asterismo em rubis-estrela lapidados em cabochão.
Com dureza Mohs 9, o rubi é extremamente resistente, ideal para joalheria de uso diário.
Lapidação e Tratamentos
As lapidações clássicas para rubi são oval, cushion, redonda e gota. Rubis com asterismo são lapidados em cabochão para evidenciar a estrela de seis raios.
O tratamento térmico é universal no mercado de rubis, usado para intensificar a cor e dissolver inclusões. É um procedimento estável e aceito mundialmente. Rubis "unheated" (não tratados) com origem certificada de Burma atingem valores estratosféricos em leilões.
Tratamentos como preenchimento com vidro de chumbo e difusão de berílio existem no mercado, mas devem sempre ser declarados pois desvalorizam enormemente a gema.
Curiosidades e Simbolismo
Em maio de 2015, o "Sunrise Ruby", rubi birmanês de 25,59 quilates (cts), foi vendido em leilão por US$ 30,3 milhões, estabelecendo o recorde mundial de preço por quilate para um rubi: aproximadamente US$ 1,18 milhão por ct. Esse valor supera, em proporção, o de qualquer diamante incolor.
Outros rubis lendários incluem o "De Long Star Ruby" (100,32 cts, com asterismo) e o "Rosser Reeves Ruby" (138,7 cts), ambos exibidos em grandes museus.
O rubi simboliza paixão, amor, vitalidade, poder e proteção. Em muitas culturas asiáticas, é considerado o portador da chama da vida.
Geografia Gemológica
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