Safira
Variedade gemológica do mineral Coríndon
Símbolo eterno da realeza, a safira é a variedade colorida do coríndon, exceto o vermelho, reservado ao rubi. Embora o azul seja sua face mais reconhecida, a safira existe em praticamente todas as cores, incluindo o raríssimo padparadscha rosa-alaranjado.
Ficha Mineralógica
Propriedades técnicas
História e Origem
A safira é venerada há milênios. Persas antigos acreditavam que o céu refletia o azul de uma safira gigantesca. Na Idade Média, era usada por reis e bispos como símbolo de sabedoria divina, fidelidade e proteção. O nome vem do grego sappheiros, "pedra azul".
As origens geográficas mais célebres são: Caxemira (Índia, depósitos quase esgotados); Birmânia/Myanmar; Ceilão (Sri Lanka), ativo há mais de 2.000 anos; Madagascar, atual maior produtor mundial; e Tailândia, Austrália, Tanzânia e Moçambique.
No Brasil, há ocorrências menores em Minas Gerais (rio Coronel Murta) e Mato Grosso, com produção pontual e normalmente sem qualidade gemológica.
Propriedades e Identificação
A safira pertence ao grupo do coríndon (Al₂O₃), o mesmo do rubi. Quando incolor, é chamada de "safira branca"; em qualquer outra cor (exceto vermelha), recebe o nome de safira seguido da cor: safira amarela, safira rosa, safira verde etc.
A coloração azul é causada por traços de ferro e titânio. Já o padparadscha, variedade rosa-alaranjada extremamente rara e cobiçada, deve sua cor à combinação de cromo e centros de cor. Seu nome vem do cingalês e significa "flor de lótus".
Com dureza Mohs 9, a safira é a segunda gema natural mais dura, ficando atrás apenas do diamante. Sua tenacidade excepcional a torna ideal para uso joalheiro diário, inclusive em anéis de noivado.
Algumas safiras apresentam o fenômeno do asterismo, formando uma estrela de seis raios sobre a superfície da gema quando lapidada em cabochão, efeito causado por inclusões orientadas de rutilo.
Lapidação e Tratamentos
As lapidações mais comuns para safiras são oval, cushion, redonda e esmeralda. Safiras com asterismo recebem lapidação cabochão para evidenciar o fenômeno óptico.
O tratamento térmico é praticamente universal em safiras de mercado, usado para intensificar a cor e melhorar a transparência, dissolvendo inclusões de rutilo. É um tratamento estável, permanente e aceito mundialmente. Safiras "unheated" (não tratadas) com origem certificada (Caxemira, Birmânia) alcançam valores premium em leilões.
Outros tratamentos menos aceitos incluem difusão de berílio e preenchimento com vidro, safiras com esses tratamentos são comercializadas por preços absurdamente menores.
Curiosidades e Simbolismo
A safira mais famosa do mundo é provavelmente a do anel de noivado da Princesa Diana, hoje usado por Kate Middleton, uma safira azul de Ceilão de 12 quilates cercada por diamantes. Outros exemplares lendários incluem a "Star of India" (563 cts, no Museu de História Natural de NY) e a "Logan Sapphire" (423 cts, Smithsonian).
Em leilões internacionais, safiras Caxemira de origem certificada já ultrapassaram a marca de US$ 200.000 por quilate, rivalizando com os mais finos rubis e diamantes coloridos.
Geografia Gemológica
Principais Localidades de Extração
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